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Sentindo-se ameaçados com o alcance cada vez maior das ações de combate à corrupção, com a caçada incansável a corruptos desde a época em que Sérgio Moro era juiz da 1ª Instância em Curitiba, deputados decidiram reagir e criar a CPI da Lava Jato. O objetivo é investigar supostos abusos do hoje ministro da Justiça. Na Esplanada dos Ministérios, porém, o comentário é de que se trata de uma manobra para tumultuar o governo e segurar a votação da lei anti-crime.





O pedido de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito foi protocolado nesta quinta, 12, Caberá ao presidente da Casa, Rodrigo Maia, encaminhar o tema à Mesa Diretora ou arquivar na suposta falta de fundamentos para a criação da CPI. O documento recebeu mais de 170 assinaturas, número é suficiente para que a Comissão seja instalada. O pedido é uma iniciativa dos deputados André Figueiredo (PDT), Alessandro Molon (Rede), Daniel Almeida, Jandira Feghali e Orlando Silva, todos do PCdoB, Ivan Valente (Psol), ), Paulo Pimenta (PT) e Tadeu Alencar (PSB.





A oposição quer usar a CPI para investigar possíveis ilegalidades na relação entre agentes públicos que atuaram na Operação Lava Jato, tendo como justificativa mensagens divulgadas pelo site The Intercept Brasil. Segundo os subscritores do documento, o pedido diz que as mensagens revelam um “conluio entre as autoridades”, que “pode ter acarretado processos corrompidos em termos de violações a garantias fundamentais e à negativa de direitos”.

Segundo os autores da proposição, Sérgio Moro e procuradores do Paraná tentaram usar a estrutura do Poder Judiciário em proveito próprio e para fins políticos. Os crimes que a CPI se propõe a investigar são fraude processual, prevaricação, advocacia administrativa e abuso de autoridade.





Para Paulo Pimenta, a CPI se justifica. “Nós queremos analisar um fato relevante que ainda não foi investigado. Esse episódio todo (a troca de mensagens por aplicativos de celular entre Moro e membros da força-tarefa da Lava Jato), é muito nebuloso e não foi objeto de nenhuma investigação. Há um sentimento forte de que deve haver investigação e a CPI é uma ferramenta adequada para isso”, disse, segundo versão apresentada pelo jornal O Estado de S. Paulo.






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